The Impact of Pharmacy Closures: Addressing Health Inequities in Marginalized Neighborhoods

O Impacto do Fechamento de Farmácias: Abordando as Desigualdades de Saúde em Bairros Marginalizados

O fechamento de uma farmácia Walgreens em Roxbury, um bairro predominantemente negro, provocou indignação entre os moradores, que o consideram uma decisão injusta. Embora o inconveniente de perder uma farmácia local seja significativo, as ramificações vão além do mero incômodo. A falta de acesso a uma farmácia pode agravar as desigualdades de saúde existentes, que resultam de políticas, práticas e barreiras que impedem certos grupos de alcançar uma saúde ideal.

Um estudo recente publicado na JAMA Network Open examinou o impacto do fechamento de farmácias na adesão de idosos a medicamentos para doenças relacionadas ao coração. A pesquisa, que analisou dados de 3,1 milhões de pessoas, revelou que os indivíduos tinham mais chances de atrasar a tomada dos medicamentos prescritos nos três meses seguintes ao fechamento de uma farmácia. Essas disparidades persistiram por mais de um ano, destacando as consequências profundas do acesso limitado às farmácias nos resultados de saúde. Isso é particularmente preocupante considerando que as doenças cardíacas são a principal causa de morte nos Estados Unidos em todos os grupos raciais.

As farmácias em bairros marginalizados também desempenham um papel fundamental na prestação de serviços de saúde essenciais, como vacinas e medicamentos de emergência. As disparidades raciais e étnicas já existentes na cobertura vacinal têm taxas mais baixas entre adultos negros não hispânicos e latinos em comparação com seus homólogos brancos não hispânicos. O fechamento de farmácias em bairros negros pode agravar ainda mais essas disparidades.

A questão do acesso limitado às farmácias não é nova. Estudos anteriores mostraram que comunidades predominantemente negras têm maior probabilidade de enfrentar desertos farmacêuticos, definidos como bairros de baixa renda com proximidade limitada a uma farmácia. Em grandes cidades como Nova York, Houston, Los Angeles e Chicago, desertos farmacêuticos são mais prevalentes em bairros negros e latinos.

Para abordar essa questão, são necessárias mudanças legislativas para evitar fechamentos futuros e o surgimento de desertos farmacêuticos em bairros marginalizados. Garantir taxas de reembolso adequadas para farmácias e implementar financiamento público ou regulamentações para estimular a instalação de farmácias em áreas carentes são soluções potenciais. Além disso, políticas que apoiam pedidos por correspondência e opções de transporte podem reduzir as barreiras de acesso para indivíduos que precisam viajar longas distâncias para obter seus medicamentos.

É crucial que os formuladores de políticas trabalhem em estreita colaboração com as comunidades locais e as farmácias para desenvolver soluções eficazes e sustentáveis. Ao priorizar a eqüidade em saúde e abordar os desafios únicos enfrentados pelos bairros marginalizados, podemos garantir acesso igualitário a medicamentos, vacinas e outras intervenções médicas que salvam vidas para todas as pessoas, independentemente de seu código postal.

Perguntas Frequentes sobre Acesso a Farmácias e Desigualdades de Saúde:

P: Por que o fechamento de uma farmácia Walgreens em Roxbury, um bairro predominantemente negro, causou indignação?
R: O fechamento da farmácia foi visto como uma decisão injusta pelos moradores, que consideraram uma perda de acesso a serviços de saúde essenciais em sua comunidade.

P: Como a falta de acesso a uma farmácia agrava as desigualdades de saúde?
R: O acesso limitado a farmácias pode levar a disparidades na adesão a medicamentos e nos resultados de saúde, principalmente para pessoas com doenças relacionadas ao coração, que é a principal causa de morte nos Estados Unidos.

P: O que um estudo recente na JAMA Network Open revelou sobre o impacto do fechamento de farmácias na adesão a medicamentos?
R: O estudo constatou que as pessoas tinham mais probabilidade de atrasar a tomada dos medicamentos prescritos nos três meses seguintes ao fechamento de uma farmácia, e essas disparidades persistiram por mais de um ano.

P: Qual é o papel das farmácias em bairros marginalizados na prestação de serviços de saúde essenciais?
R: As farmácias em bairros marginalizados oferecem serviços como vacinas e medicamentos de emergência. O fechamento dessas farmácias pode agravar as disparidades raciais e étnicas existentes na cobertura vacinal.

P: O que são desertos farmacêuticos?
R: Desertos farmacêuticos são bairros de baixa renda com proximidade limitada a uma farmácia. Estudos anteriores mostraram que comunidades predominantemente negras têm maior probabilidade de enfrentar esses desertos, especialmente em grandes cidades.

P: Quais são as soluções potenciais para lidar com o acesso limitado a farmácias em bairros marginalizados?
R: Mudanças legislativas, como garantir taxas de reembolso adequadas para farmácias e implementar financiamento público ou regulamentações para estimular a instalação de farmácias em áreas carentes, podem ajudar a evitar fechamentos futuros e o surgimento de desertos farmacêuticos. Políticas que apoiam pedidos por correspondência e opções de transporte também podem reduzir as barreiras de acesso.

P: Por que é crucial que os formuladores de políticas trabalhem em estreita colaboração com as comunidades locais e as farmácias?
R: Ao colaborar com as comunidades locais e as farmácias, os formuladores de políticas podem desenvolver soluções eficazes e sustentáveis que priorizem a eqüidade em saúde e abordem os desafios únicos enfrentados pelos bairros marginalizados.

Links relacionados sugeridos:
– JAMA Network Open: O site oficial da revista mencionada no artigo, onde você pode encontrar mais artigos de pesquisa sobre diversos tópicos de saúde.
– Centers for Disease Control and Prevention (CDC): Fornece informações e recursos sobre equidade em saúde, acesso a farmácias e tópicos relacionados.

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